terça-feira, 23 de outubro de 2012

TRABALHO 1°EM NOTRE DAME

Título: As Bacias Hidrográficas do Brasil

Sub título:
1- BH do Amazonas (PP – Amanda – Ale)

2- BH do Tocantins-Araguaia (Isabella – Danielle – Caroline)

3- BH do São Francisco (Nunes – L. Delcistia)

4- BH do Paraná (Fábio-Jones-Caio)

5- BH do Paraguai (Geórgia – João – Gabriel)

6- BH do Uruguai (Aline – Nícola)

7- BH Costeiras ou Secundárias (Pamella – Giulia)

8- BH da Paraíba do Sul (Bruna B. – Bruna M. – Fabricio)

9- BH do Parnaíba (L. Brito – Marianna)
Ítens obrigatórios:
- Capa
- Introdução (um breve restrospecto todas as bacias hidrográficas do Brasil)
- Corpo de texto
                - Arial, 12, espaçamento 1,5, justificado
                - 1 mapa, 3 imagens
                - mínimo de 10 paginas
- Considerações finais
- Bibliografia

Entrega do Trabalho: APRESENTACAO e ENTREGA DA PARTE ESCRITA: 31/10

texto p/ artigo da revista do NOTRE DAME

COOPERATIVISMO E ENERGIAS SUSTENTÁVEIS NO COLÉGIO NOTRE DAME: SUA PRÁTICA NOS ESTUDOS DO MEIO DE 2012

 A partir da proposta da UNESCO para o ano de 2012, que é o da Energia Sustentável para Todos e também o Ano Internacional das Cooperativas, o colégio Notre Dame, em seus projetos de estudo do meio, enfocou nas citadas diretrizes para inovar a abordagem nos locais estudados, indo além das questões relativas às matérias curriculares. De caráter multidisciplinar, os estudos do meio objetivaram a busca por formas de organização do espaço geográfico que se assemelhassem ao conceito de cooperativismo, tanto da maneira formal, através de visitação à cooperativas, quanto pela simples proposta de organização da população desta localidade. Tal enfoque também tangenciou a prospecção por alternativas energéticas. Desta forma, os professores realizaram uma pesquisa prévia de potencialidades espaciais que respondessem as demandas específicas sugeridas pela UNESCO.
                Os resultados desta nova abordagem em estudo do meio foram:

PROJETO ANGRA DOS REIS/PARATY (RJ)
A saída de estudo do meio, realizada no mês de agosto de 2012, visitou os municípios de Angra dos Reis e Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Em Angra dos Reis, em razão do enfoque em fontes de energia, foi realizada uma visitação à Usina Termoelétrica Almirante Álvaro Alberto, para o aprofundamento na questão do fornecimento de eletricidade para grandes públicos. Apesar da energia nuclear não ser vista como uma alternativa em sintonia com o meio ambiente, foram debatidas as suas potencialides e limitações, sendo concluído que, apesar do risco de acidente, enquadra-se enquanto energia limpa comparando com outras que utilizam combustíveis fósseis ou mesmo hidrelétrica em razão do desmatamento e geração de gás metano (que é mais nocivo à camada de ozônio e efeito estufa do que o dióxido de carbono).

 Em relação à geração de energia elétrica de forma sustentável, foi realizada a visitação à comunidade rural de filosofia Hare Krishna “Goura Vrindavana”, no município de Paraty (RJ). O debate ocorreu no contexto de oferta e demanda de energia para pequenas concentrações populacionais, em razão de se tratar de um público que, além de necessitar de pouca energia pela carência de objetos eletrônicos, ter optado por morar em comunidade que totaliza 20 pessoas e tem no sistema agropastoril e turismo sustentável as suas fontes de renda. Com um total de 20 MW, a pequena estação hidrelétrica da comunidade apresenta grande sintonia com as energias sustentáveis por não ter sido necessário construir barragem e nem represa, sendo o relevo acidentado propiciado pela Serra do Mar a energia potencial para o funcionamento da pequena estação de energia. Após um debate sobre filosofia de vida, escolhas e estratégias de como se conviver no contexto de uma comunidade, fomos conhecer o maquinário energético.
                É importante ressaltar que a comunidade apresenta estrutura para receber turistas. Apesar da impressão de que esta atividade resultaria na maior necessidade de energia elétrica, a própria proposta de um tipo alternativo de turismo sintonizada com a natureza, se apropriando dela de maneira menos impactante, faz com que o turista se insira nesta realidade de sustentabilidade. Isso faz com que não necessite assim de novos empreendimentos para aumentar a oferta energética.

Além das energias sustentáveis, o cooperativismo também foi focado nesta visitação. O debate acerca o modo de vida no contexto de comunidade nos remeteu à questão de que eles são uma verdadeira “cooperativa cotidiana”. Por terem abdicado das facilidades do mundo urbano pós-industrial, a ausência de regalias faz com que a sintonia entre as pessoas torna-se uma real necessidade para a vida em harmonia. Se a união faz a força, isto é vital para o bom funcionamento do “Goura”.
                Ainda no contexto do cooperativismo, a concretude deste conceito foi buscada e aprofundada na visitação cooperativa PACOVA (banana no tronco liguístico tupi-guarani). Esta se trata de uma cooperativa de produtores rurais de banana que beneficiam a fruta, transformando-a em doce, conhecido como “mariola”. A gestão desta cooperativa, apresar de horizontalizada nas tomadas de decisões, é restrita exclusivamente a quem é produtor rural, ou seja, apenas quem se enquadre enquanto agricultor pode fazer parte deste organismo. Desde a escolha da fruta até a venda é feita de forma ecologicamente correta, pois estes devem ser livres de agrotóxico, e o manuseio e embalagem não apresentam a necessidade de logística reversa, pois apenas um plástico fino é utilizado para manter o doce livre de contaminação, sem embalagens secundárias ou adesivos.

Foi realizado um longo debate entre a presidente da cooperativa e os alunos, sendo abordados tópicos como volume de produção em um sistema de menor produtividade, estratégias de venda, sustentabilidade, parcerias, legislação e impactos socioambientais. Também vale destacar que o colégio Notre Dame foi o primeiro na história da PACOVA a visitar as suas instalações e promover um debate.